sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Não quero a busca

Por que ter a precisão de busca?
Não quero buscar um futuro
Não quero buscar um amor
Não quero buscar um passado
Talvez queira buscar uma música para ouvir agora
Mas quero essa busca imediata
Buscar um capuccino talvez
Buscar a imagem de alguém por um minuto
Mas não mais que um minuto
Buscar meu diálogo comigo mesma
mesmo diante de outras pessoas
Não quero buscar uma certeza
E não quero a pressão por busca
Quero sentar em um banco de cimento
e buscar o céu nublado atrás das árvores
Quero buscar o cair da água fervendo
nas minhas costas até a base dos meus pés cansados
Não quero buscar o entender da dúvida
Não quero buscar entender pessoas
Não quero buscar pessoas
Quero a busca imediata que de busca não tem nada
Para no fim eu ver que nunca busquei e quis nada

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desculpe a demora

Pare e escute. Ainda se lembra do que passou? Eu estou parada no tempo, eu sei. Deixei que o mundo girasse sozinho e continuei aqui. Se ainda te quero não é por minha culpa. É culpa desse desejo e desse querer bruto que não se joga fora do dia pra noite. Desculpa. Mas o tempo pra mim é dádiva do esquecimento e caminho para ele, mas é longo, é demorado...Então não se afobe. Fico do lado de cá. Dia após dia. Dias ruins, dias menos ruins. Mas assim como em outros invernos, talvez menos quentes, eu passei, eu passo. Aqui, onde só vejo poeira, papeis amontoados, livros abertos e jogados ao chão, o ar é o mesmo do mês passado. Eu sei, eu sei. Deveria abrir as portas e janelas para o ar se renovar. Mas ainda não quero. Perdão, mas ainda é difícil não 'te procurar em cada começo e fim de ação'. Pior é quando me vejo dormente, palpebras adormecidas e os sentidos a flor da pele. Não há outra imagem se não a sua. O ocio alimenta minha imaginação e os filmes começam a ser dirigidos. Mas não se preocupe. Sua imagem não tem movimento. O único personagem desse filme sou eu mesma. Mas não se afobe. Com o tempo, eu voltarei a girar com o mundo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Morada do caos

A ordem vem do caos, diziam alguns Gregos...
Mas como ter ordem se o caos fez de mim sua morada?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tempo esgotado

Sozinha em casa, início de madrugada, levemente embriagada, eu pensei.
Não me importava amor próprio não me importava o super ego eu queria o id.
Pensei em pegar o celular correndo ligar dizer que te queria que te esperava
Mas eu pensei pensei pensei..pensei...pensei........pensei e já não tinha mais tempo
Já era metade da madrugada e eu só ficava no pensei pensei que até perdi a conta
Faltava coragem.Coragem para ligar e ver sua reação.Se dissesse que não quisesse...
Talvez tenha perdido a oportunidade de ouvir que me querias, que virias...

Eletrocardiograma

Para,
saia!!
dizia ela.
Com indie,
você sumirá!
Não é fácil assim
Ainda está aqui??
Pra que perguntar???
você esta ai???
Desse lado daí?
Não há respostas
e nem quero
Minto?
Sim
viu?
Agora
subo de novo
nas minha idas até
o topo de onde logo mais
vou cair, devagar
reestabelecer
voltar ao
meu
eu
e
logo
quem sabe
voltar a pensar
a maltratar o coração
como um eletrocardiograma
em dias de recaida
mulher sofrida
apaixonada
pelo nada
e só
...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O que eu queria escrever, mas que já o escreveram por mim...


http://www.tatibernardi.com.br/textos.php?id=402&y=2010&tit=Inferno

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

!!!...

Sou
a / à
base
da
loucura
!
!
!
!
.
.
.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ôco

Dou-me de presente cafézinho e pão de queijo num belo fim de tarde.A simplicidade mais próxima do meu velho cotidiano.Da minha velha rotina na origem crua.Deito no chão gelado e fico olhando o horizonte da minha imaginação.Muito além daquele teto branco, manchado.Pensamentos soltos, misturas de sensações, de sentimentos, todos muito calmos, puros.Viro a cabeça como se pudesse escutar e sentir terra adentro.Não posso. Não é mais a intensidade que ja tive quando minha alma saia de mim para conhecer a profundidade do chão de minha casa.Aqui eu sinto o vazio que há além do meu chão. Ôco. Perco as sensações. Reviro novamente minha imaginação e memória para simular o que não tenho. Para ter a calma que procuro. É como se eu conseguisse me salvar do que me desgastasse. Sou a heroína pura do meu próprio vício.

Pulsar

As luvas já postas, o ambiente lotado e cheio de sons, inicio manuzeando aquele orgão que nos mantem vivos, muito vivos. Vivos de corpo, de alma.Coração.Dava explicações anatomicas daquele coração parado para varios outros corações que pulsavam fortemente, mas que não sentiam o verdadeiro significado daquilo que observava, que manuzeava.Não se tratava apenas de um orgão que ja foi de alguém...ele não simplesmente foi, ele ainda é alguém.Era como se eu sentisse toda uma possivel história vivida por ele.Ele já pulsou algum dia.Já deve ter pulsado de ansiendade, pulsado de alegria, de pressa, de tanta coisa.Ele já deve ter minimizado suas pulsações, na leveza da tristeza, na leveza da tranquilidade.Mas ele pode também ter se desritimado.Forte.Fraco.Rápido.Desfibrilado pelo amor.Não, não era apenas um coração.Eu não poderia trata-lo apenas como um orgão cheio de músculos e fribras nervosas que mais pareciam uma carne qualquer.Afastei-me. Agora já era meu o coração que pulsava desritimado.

sábado, 7 de agosto de 2010

Maquinando

É como se a vida maquinasse ao meu favor...não ao favor, mas ao modo de não me expor a algumas coisas e pessoas ou para trilhar a linha que ando na vida. Primeiro um tempo longo de vazios e clichês, depois o curto tempo de intesidade, com toda a vivacidade que poderia existir. E assim se prossegue...talvez agora eu volte para o vazio ou então continuo na intensidade. O fato é que a escolha não manda aqui. Ela ajuda, direciona, mas não decide. O que dá o caminho é algo que move essa coisa estranha que é viver. As vezes penso que seja um livro já escrito e que tenha alguém em algum lugar contando essas nossas histórias. Ou talvez possa ser algo mais poderoso nos movendo como fantoches...Mas agora não vem ao caso entender o que é a vida.
Partidas...tantos significados numa palavra só....a palavra já diz, partes idas, por que apesar da vida maquinar ao meu favor ela também me dá a dor dela mesma. Mas ela sempre volta a maquinar, me dá tempo ao tempo para alinhar coisas que não estavam na linha da vida, e mesmo que não entre em ordem as coisas estarão na linha certa..