Não faço restrospectiva de acontecimentos,
mas dos sentimentos que por mim passaram,
permaneceram ou quase ocorreram...
Tive alegrias pequenas e alegrias sem dimensões
Descobri espaços, lugares, pessoas, culturas...dores
Tive dores que não imaginava poder sentir
Apertos, sufocos, vazios...
Surtei, esperniei, cansei...
Amei.
Descobri prezeres, entregas...
insensatez
Desejos com amor, desejos sem amor
Amei.
Fantasiei, odiei, pedi socorro...
Tentei fugi
Senti medo, bati alguns e ainda tenho muitos outros
Tive tudo isso e quero ter novamente
Vida vida vida vida
Porque a cada ano quero mais e mais intensamente!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Quereria eu ainda acreditar em Papai Noel
Quereria eu ainda acreditar em Papai Noel.
Já faz um tempo em que o clima natalino não faz nem cossegas ao meu conturbado coração. Em que as crenças passadas de família já não me contagiam. Se creio? São frustradas as tentativas de fé. Sofrer por não conseguir acreditar, a não ter fé em algo que não se vê, que sente, mas não crê. Então é natal, uma criança de coração puro nasce para tentar colocar ondem no mundo. E o mundo lhe mata. E ainda insistimos em pedir, pedir, orar. O que fazemos para compensar? O que eu faço, se nem a fé consigo lhe dar?
O presente de natal que quero é: Acreditar.
Já faz um tempo em que o clima natalino não faz nem cossegas ao meu conturbado coração. Em que as crenças passadas de família já não me contagiam. Se creio? São frustradas as tentativas de fé. Sofrer por não conseguir acreditar, a não ter fé em algo que não se vê, que sente, mas não crê. Então é natal, uma criança de coração puro nasce para tentar colocar ondem no mundo. E o mundo lhe mata. E ainda insistimos em pedir, pedir, orar. O que fazemos para compensar? O que eu faço, se nem a fé consigo lhe dar?
O presente de natal que quero é: Acreditar.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Conclusão tardia.
A conclusão que se chega agora é que não adianta fugir.
Conclusão tardia, escancarada muitas vezes
na cara dura, na face molhada de suor, de tensão.
Seja no seu lugar, ou lá, a alguns quilometros
os pensamentos mais fugitivos estarão consigo
sempre, até que os próprios decidam fugir sozinhos.
Não há controle.
Resta permitir-se pensar,
até cansar.
Sofrer, chorar, lavar a alma.
Até um dia qualquer em que se lembrará
que já é velha a lembrança
que já foi sacramentada numa memória profunda
e o presente, só
lhe importará.
Conclusão tardia, escancarada muitas vezes
na cara dura, na face molhada de suor, de tensão.
Seja no seu lugar, ou lá, a alguns quilometros
os pensamentos mais fugitivos estarão consigo
sempre, até que os próprios decidam fugir sozinhos.
Não há controle.
Resta permitir-se pensar,
até cansar.
Sofrer, chorar, lavar a alma.
Até um dia qualquer em que se lembrará
que já é velha a lembrança
que já foi sacramentada numa memória profunda
e o presente, só
lhe importará.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O que deixo em mim
O que deixo em mim são só as coisas boas
daqueles que por mim passaram
As verdades ditas
As ações espontâneas
Os amores compartilhados
Os sentimentos marcados
Os segredos guardados
Os planos sonhados
Os sonhos imaginados
As imaginações criadas
A saudade sentida
O que levam de mim?
Meu todo eu.
daqueles que por mim passaram
As verdades ditas
As ações espontâneas
Os amores compartilhados
Os sentimentos marcados
Os segredos guardados
Os planos sonhados
Os sonhos imaginados
As imaginações criadas
A saudade sentida
O que levam de mim?
Meu todo eu.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Já é tarde
Já é tarde.
No passado entraste onde não devia entrar
Tomou para si o que não lhe pertencia
Se jogou onde não devia
Já é tarde.
Lhe tomara para uma outra vida
Uma vida já vivida
E não era sua
Já é tarde.
Fez-se vínculos que não eram seus
Contou-lhe histórias que não lhe pertenceu
Usou de ambientes já usados
Já é tarde.
Para ainda estar e pensar
Continuar
Onde não mais lhe querem usar
Já é tarde.
No passado entraste onde não devia entrar
Tomou para si o que não lhe pertencia
Se jogou onde não devia
Já é tarde.
Lhe tomara para uma outra vida
Uma vida já vivida
E não era sua
Já é tarde.
Fez-se vínculos que não eram seus
Contou-lhe histórias que não lhe pertenceu
Usou de ambientes já usados
Já é tarde.
Para ainda estar e pensar
Continuar
Onde não mais lhe querem usar
Já é tarde.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
?
...........................coração
................meio.................mas
...........um..................................na
......seja...................................verdade
....eu.................................................mais
Talvez...........................................visível
..........................................................de
....................................................toda
....................................................a
.......................................existência
......................................tenho
.........................................a
..................................forma
....................................de
..................................um
.................................ponto
...................................de
...........................interrogação
................meio.................mas
...........um..................................na
......seja...................................verdade
....eu.................................................mais
Talvez...........................................visível
..........................................................de
....................................................toda
....................................................a
.......................................existência
......................................tenho
.........................................a
..................................forma
....................................de
..................................um
.................................ponto
...................................de
...........................interrogação
sábado, 13 de novembro de 2010
Gosto do lar
Neste quarto de paredes laranjas
que nem chegou a ser meu,
mas que eu mesma pintei
que eu mesma quis que ficasse
com o sentido do bucolismo de um outono qualquer,
na hora exata adentra a mulher que me deu a vida
Com um copo do vicío que me assegura
Com a rotina do meu lugar chamado lar.
domingo, 7 de novembro de 2010
Preguiça de pessoas
Não é que eu seja fria ou sem sentimentos, entende? Eu não apenas tenho preguiça dos afazeres domésticos ou das obrigações. Também tenho preguiça de pessoas. E são todas as pessoas. Principalmente daquela Tia que adora te pegar pra conversar e contar a história da família desde um passado longínquo até os bafões atuais. Eu morro de preguiça dessa Tia. E minha mãe não entende. Ela diz que eu me acho e que não tenho humildade. Achar como? Se o que mais me anda atormentando é o fato de eu não me achar em lugar algum? É aí que eu tenho preguiça, também, da minha mãe. Mas isso não quer dizer que não a ame ou que eu não tenha sentimentos, consegue me entender? Eu saio como uma andarilha no meu belo setor num dia de domingo. Dia em que as pessoas estão em casa descansando e a existência de carros nas ruas é quase nula. Saio para ver se amenizo essa imagem errada que têm de mim em casa, essa imagem momentânea, e também para não sentir preguiça de mais pessoas dessa família. Levo meu livrinho de cabeceira e caminho na busca de um lugar bacana para ler. Chego numa praça, e ainda consigo encontrar pessoas entusiasmadas num belo domingo em que deveriam estar em casa. Eu realmente tenho preguiça de pessoas. Mas elas não me pertubam a uma certa distância. Eu paro num banco no meio da praça, fico ali uns 3 minutos e não me sinto confortável. As pessoas se encomodam com pessoas solitarias e um livro. E eu me encomodo com seus olhares quando tudo o que eu mais queria é estar invisível. Caminho mais um pouco pela praça e encontro uma sombra boa e escondida. Depois de um capítulo lido, aparecem dois homens. O cheiro do álcool se sente de longe. Espero um pouco para não acharem que eu sairia dali correndo porque serem mendigos. Ouço algumas conversas. "Quantas vezes você ja se casou fulano?". "Foram quinze vezes". "E aquela sua primeira esposa, morreu atropelada ou você que a matou?". Sim, o assunto ficou pesado. Logo me retirei. Não seria hoje e nem nunca que estaria livre de pessoas. Ainda não inventaram um lugar assim bacana, a não ser meu próprio quarto. Tenho preguiça de pessoas, entendeu? Não? É por isso que agora tenho preguiça de você amigo leitor. Mas não se assuste, não é uma preguiça constante.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sentir da madrugada
E só na madruga silenciosa.No sentido aguçado devido a embriaguês depois de um dia no minimo excêntrico você para e pensa: Que saudade.Que vontade de dizer que tenho saudade.Que queria saber do 'como vai você?'.Mas será que a interpretação seria positiva?Melhor não dizer.Melhor evitar qualquer coisa do que agir com todo esse sentimento agrupado e aguçado pelas substâncias quimicas.Pra que complicar, endaga o cérebro.O coração não sabe responder.Ele é ação pronta, sem resposta, sem sentido, sem endagações.Esse querer evitar da razão.A sobriedade nunca levou gente a lugar nenhum.Só o coração com esse subto, essa ação voraz e rápida para dar vida ao real e verdadeiro.Mas ainda se consegue evitar.Essa evitação talvez não nos leve a nada.Talvez não, sempre.O problema de um mundo inteiro, de uma nação inteira, de uma galera, de duas pessoas é não deixar agir assim, apenas coração.E eu quero, quero mesmo sentir essa saudade.Quero sentir essa vivência que muitos não sabem o que é.Quero sentir e me sentir por inteira mesmo que você não saiba.Mesmo que eu não consigo contar da minha saudade.Quero sentir sentir sentir sentir e não parar.Nunca......................................
domingo, 31 de outubro de 2010
Mas "com que frenquência acontece o novo?"
Tudo anda não ocorrendo.Fato confirmado depois do desencontro que agora se sofreu por causa de uma árvore e uma travessia de rua antecipada.Olhar para trás e ver seu encontro não ocorrido não é confortante.Aí se pergunta, então porque não o fez por ocorrer depois, chamando o encontro? Não, não seria a mesma coisa.Mas como saber se não seria se não deixou-se ser?Assim como não se fez por acontecer lá, em uma cidade desconhecida de duas pessoas que se conheceram em uma outra cidade de outro estado.Não ocorreu troca de palavras para o encontro mais inusitado possível.Não deixou-se ser.Coragem.Será a falta dela para não deixar-se ser? A culpa por tudo não ocorrer?Talvez.O tempo de decisão é fugaz, as direções contrarias aumentando e você ainda tentando se decidir.Penso que é nessa hora que o destino se faz.Mas então "com que frenquência acontece o novo? com que frenquência acontece de novo?".Uruguaio carioca agora paulista.Olhos verdes revidos.Platonismo da infância.Amorzinho da adolescência.O velho sempre volta.Mas agora voltou todos de uma vez só depois que o novo não se fez.Ou se fez intensamente, mas não se prosseguiu.Agora fará parte do velho quando um novo se fizer.Se eu deixar fazer.
Assinar:
Postagens (Atom)