segunda-feira, 30 de junho de 2008

Nada

Nada,

É como se o mundo conspirasse
e nada que venha de mim tenha lugar.

A prisão sou eu mesma
e nada vai além das loucuras da minha alma.

Tudo contorcido
e nada na minha visão se torna são, estou dependente.

Não há existencia
e nada quando eu passo se torna vivo, poder da invisibilidade.

Inútil precisão, inútil esclarecimento, inúteis derramamentos
e nada que eu pense me transforma [reforma]

Nada.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Quimeras

Te quero, te quero como nenhum poeta quiz um amor antes.
Te quero como nunca quiz adiante.

Tive, fui longe , e não te tenho mais.
Não me procurou, não me amou
Então sozinha fiquei em meu cais.

E hoje, ainda sonho contigo
Nos mais belos e profundos
como se nada tivesse perdido..

E tu não te lembras do que foi
ou do que fui, mas ainda sentirás falta
do que teve, do que fomos.

E eu , nas minhas infinitas quimeras
Do verão a primavera, estarei a tua espera..