segunda-feira, 30 de agosto de 2010

!!!...

Sou
a / à
base
da
loucura
!
!
!
!
.
.
.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ôco

Dou-me de presente cafézinho e pão de queijo num belo fim de tarde.A simplicidade mais próxima do meu velho cotidiano.Da minha velha rotina na origem crua.Deito no chão gelado e fico olhando o horizonte da minha imaginação.Muito além daquele teto branco, manchado.Pensamentos soltos, misturas de sensações, de sentimentos, todos muito calmos, puros.Viro a cabeça como se pudesse escutar e sentir terra adentro.Não posso. Não é mais a intensidade que ja tive quando minha alma saia de mim para conhecer a profundidade do chão de minha casa.Aqui eu sinto o vazio que há além do meu chão. Ôco. Perco as sensações. Reviro novamente minha imaginação e memória para simular o que não tenho. Para ter a calma que procuro. É como se eu conseguisse me salvar do que me desgastasse. Sou a heroína pura do meu próprio vício.

Pulsar

As luvas já postas, o ambiente lotado e cheio de sons, inicio manuzeando aquele orgão que nos mantem vivos, muito vivos. Vivos de corpo, de alma.Coração.Dava explicações anatomicas daquele coração parado para varios outros corações que pulsavam fortemente, mas que não sentiam o verdadeiro significado daquilo que observava, que manuzeava.Não se tratava apenas de um orgão que ja foi de alguém...ele não simplesmente foi, ele ainda é alguém.Era como se eu sentisse toda uma possivel história vivida por ele.Ele já pulsou algum dia.Já deve ter pulsado de ansiendade, pulsado de alegria, de pressa, de tanta coisa.Ele já deve ter minimizado suas pulsações, na leveza da tristeza, na leveza da tranquilidade.Mas ele pode também ter se desritimado.Forte.Fraco.Rápido.Desfibrilado pelo amor.Não, não era apenas um coração.Eu não poderia trata-lo apenas como um orgão cheio de músculos e fribras nervosas que mais pareciam uma carne qualquer.Afastei-me. Agora já era meu o coração que pulsava desritimado.

sábado, 7 de agosto de 2010

Maquinando

É como se a vida maquinasse ao meu favor...não ao favor, mas ao modo de não me expor a algumas coisas e pessoas ou para trilhar a linha que ando na vida. Primeiro um tempo longo de vazios e clichês, depois o curto tempo de intesidade, com toda a vivacidade que poderia existir. E assim se prossegue...talvez agora eu volte para o vazio ou então continuo na intensidade. O fato é que a escolha não manda aqui. Ela ajuda, direciona, mas não decide. O que dá o caminho é algo que move essa coisa estranha que é viver. As vezes penso que seja um livro já escrito e que tenha alguém em algum lugar contando essas nossas histórias. Ou talvez possa ser algo mais poderoso nos movendo como fantoches...Mas agora não vem ao caso entender o que é a vida.
Partidas...tantos significados numa palavra só....a palavra já diz, partes idas, por que apesar da vida maquinar ao meu favor ela também me dá a dor dela mesma. Mas ela sempre volta a maquinar, me dá tempo ao tempo para alinhar coisas que não estavam na linha da vida, e mesmo que não entre em ordem as coisas estarão na linha certa..