quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Platônico = Vazio
É como se a gente quisesse amar algo, mas já não nos restasse nada.A compatibilidade do querer com o ter é quase uma utopia, mas mesmo assim insistimos em ir ao encontro da esperança para continuar amando o vazio.Alguns o chamam de platônico.Eu ainda acho que essa designação ficou nos anos medievais em que eu queria ter vivido.Não tanto, mas sinto que não deveria ter vindo nos séculos atuas e que as linhas tortas da minha vida ficaram nos anos retrogrados.Lá quem sabe essa parte conservadora de mim desse bem e tivesse futuro.Assim não precisaria ficar transtornada com o que passaria por varias mentes; não, não deveria me preocupar com o que pensam, sei, mas não há como evitar.O meu ser depende do que pensam pro meu quere dar certo neste mundo atual em que o meu lado conservador não tem vez.Es aqui o mistério do meu cotidiano.Dá-se culpa ao tempo que não se tem e aos encontros que não acontecem, até que um dia quem sabe o vazio se preencha.
sábado, 1 de novembro de 2008
Cheiro da terra molhada.
Finalmente o cheiro de terra molhada para aliviar o seco da minha alma
Alma esta que nem sequer mostra existência.Tão calada, tão medrosa.
É o medo de tudo dar no que nunca se imaginou.
Mas é isso que sempre acontece.
Eu queria viver "Apesar de", mas não consigo me desvincular
de tudo o que se encontra ao meu redor.
É um redemoinho em que sou o epicentro e nada me retirará.
Finda sina esta de me questionar as minhas estações.
Porque não seguir como outros sem satisfação?
Eu quereria não ser.Simples assim.Difícil assim.
Saudade dos tempos em que eu não conseguia me questionar.
Pena que nas circunstâncias de vida, no centro,
o cheiro logo se vai com o ar.
Alma esta que nem sequer mostra existência.Tão calada, tão medrosa.
É o medo de tudo dar no que nunca se imaginou.
Mas é isso que sempre acontece.
Eu queria viver "Apesar de", mas não consigo me desvincular
de tudo o que se encontra ao meu redor.
É um redemoinho em que sou o epicentro e nada me retirará.
Finda sina esta de me questionar as minhas estações.
Porque não seguir como outros sem satisfação?
Eu quereria não ser.Simples assim.Difícil assim.
Saudade dos tempos em que eu não conseguia me questionar.
Pena que nas circunstâncias de vida, no centro,
o cheiro logo se vai com o ar.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Minuta explosão
Ao entrar naquela pequena sala de 60 pessoas ainda me sinto só.
Como se tivesse uma redoma de vidro ao meu redor inibindo qualquer
tipo de contato.Um barulho exterior que não penetra no meu interior.
Ele fica constante ao fundo e só o pensamento toma conta de tudo.
Não existe escolhas precisas.Ao mesmo tempo em que o desejo de sair
da redoma floresce, a necessidade de proteção dentro dela fica maior.
São tantas as pessoas que nem se quer para pra imaginar ou cogitar a
existencia de outras.A explosão de sentimentos se torna opaca,
a luz é insuficiente para os deixarem expandir.
Seria tão mais fácil o viver se o amor não tivesse seus deltas e se unificasse.
Ninguém gosta de ser o segundo, ninguem gosta de esperar.Todos querem amar.
Como já disseram: 'eu quero um amor com sabor de fruta mordida..'
E não mais esperar.
Como se tivesse uma redoma de vidro ao meu redor inibindo qualquer
tipo de contato.Um barulho exterior que não penetra no meu interior.
Ele fica constante ao fundo e só o pensamento toma conta de tudo.
Não existe escolhas precisas.Ao mesmo tempo em que o desejo de sair
da redoma floresce, a necessidade de proteção dentro dela fica maior.
São tantas as pessoas que nem se quer para pra imaginar ou cogitar a
existencia de outras.A explosão de sentimentos se torna opaca,
a luz é insuficiente para os deixarem expandir.
Seria tão mais fácil o viver se o amor não tivesse seus deltas e se unificasse.
Ninguém gosta de ser o segundo, ninguem gosta de esperar.Todos querem amar.
Como já disseram: 'eu quero um amor com sabor de fruta mordida..'
E não mais esperar.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Clandestina
Por trás da janela a menina jura existir uma felicidade exterior.
A questão é como interioriza-la. Já se passaram tantos anos.
Todos eles despercebidos quanto aquela existencia. E agora.
O presente se faz viril e requer a tal felicidade.
Clandestina.
A impressão que se consta é a fuga perfeita.
Onde estará em cada canto do mundo?
A procura é inevitável, não obstante, inalcançavel.
Sobra a experiencia dos tantos anos...
Esperas, cantorias feitas e desfeitas...
A questão é como interioriza-la. Já se passaram tantos anos.
Todos eles despercebidos quanto aquela existencia. E agora.
O presente se faz viril e requer a tal felicidade.
Clandestina.
A impressão que se consta é a fuga perfeita.
Onde estará em cada canto do mundo?
A procura é inevitável, não obstante, inalcançavel.
Sobra a experiencia dos tantos anos...
Esperas, cantorias feitas e desfeitas...
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Revoluções
As revoluções não estão só nas páginas mal escritas
mal disseminadas e friamente ensenadas.
Elas estão aqui, no meu ser, no meu coti.
Coti
. Dia
No
momento por momento, lingua por lingua.
Já não é mais a Francesa e muito menos a Industrial
requer nexo mas não passa de um trivial.
Arroz com feijão e carne
Dores com alegrias e muito charme.
Eu dou cabo daquelas capsulas de guaraná
que me fazem delirar
afim de decorar
as revoluções
de lá pra cá
sem parar
sem desejar
E a única revolução pré existente não há de alçar
do meu ser ao seu viver,
mal disseminadas e friamente ensenadas.
Elas estão aqui, no meu ser, no meu coti.
Coti
. Dia
No
momento por momento, lingua por lingua.
Já não é mais a Francesa e muito menos a Industrial
requer nexo mas não passa de um trivial.
Arroz com feijão e carne
Dores com alegrias e muito charme.
Eu dou cabo daquelas capsulas de guaraná
que me fazem delirar
afim de decorar
as revoluções
de lá pra cá
sem parar
sem desejar
E a única revolução pré existente não há de alçar
do meu ser ao seu viver,
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Nada
Nada,
É como se o mundo conspirasse
e nada que venha de mim tenha lugar.
A prisão sou eu mesma
e nada vai além das loucuras da minha alma.
Tudo contorcido
e nada na minha visão se torna são, estou dependente.
Não há existencia
e nada quando eu passo se torna vivo, poder da invisibilidade.
Inútil precisão, inútil esclarecimento, inúteis derramamentos
e nada que eu pense me transforma [reforma]
Nada.
É como se o mundo conspirasse
e nada que venha de mim tenha lugar.
A prisão sou eu mesma
e nada vai além das loucuras da minha alma.
Tudo contorcido
e nada na minha visão se torna são, estou dependente.
Não há existencia
e nada quando eu passo se torna vivo, poder da invisibilidade.
Inútil precisão, inútil esclarecimento, inúteis derramamentos
e nada que eu pense me transforma [reforma]
Nada.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Quimeras
Te quero, te quero como nenhum poeta quiz um amor antes.
Te quero como nunca quiz adiante.
Tive, fui longe , e não te tenho mais.
Não me procurou, não me amou
Então sozinha fiquei em meu cais.
E hoje, ainda sonho contigo
Nos mais belos e profundos
como se nada tivesse perdido..
E tu não te lembras do que foi
ou do que fui, mas ainda sentirás falta
do que teve, do que fomos.
E eu , nas minhas infinitas quimeras
Do verão a primavera, estarei a tua espera..
Te quero como nunca quiz adiante.
Tive, fui longe , e não te tenho mais.
Não me procurou, não me amou
Então sozinha fiquei em meu cais.
E hoje, ainda sonho contigo
Nos mais belos e profundos
como se nada tivesse perdido..
E tu não te lembras do que foi
ou do que fui, mas ainda sentirás falta
do que teve, do que fomos.
E eu , nas minhas infinitas quimeras
Do verão a primavera, estarei a tua espera..
sábado, 26 de abril de 2008
Ciranda
A imagem era compatível ao fiel interresse
Jonh Lennon o parecia ou vice versa
A expectativa aumentava em ver
o objeto de madera e cordas esticadas, soava
Soava quando suas mãos repetiam
movimentos sussecivos num ritmo embalado pelos pés
e os pés reversos do outro lado ,no sofá, o acompanhavam
Em uma ciranda surgiam palavras dispersas
Rimas, métricas e filosofia
Entederes os distinguia..
Amor de um, (in)sentimento do outro.
*in: falta, negação.
Jonh Lennon o parecia ou vice versa
A expectativa aumentava em ver
o objeto de madera e cordas esticadas, soava
Soava quando suas mãos repetiam
movimentos sussecivos num ritmo embalado pelos pés
e os pés reversos do outro lado ,no sofá, o acompanhavam
Em uma ciranda surgiam palavras dispersas
Rimas, métricas e filosofia
Entederes os distinguia..
Amor de um, (in)sentimento do outro.
*in: falta, negação.
domingo, 6 de abril de 2008
Variâncias.
Ah os sonhos...tantos, tantos, que o tempo não os comporta.
Tenho 18 anos e nem ainda entrei na universidade, que de lá
já quero sair.Terei que me especializar e conhecer o mundo ao mesmo
tempo ja que dele quero ser, seja na medicina ou no prazer.
Será que até lá inventarei qualquer coisa que aumente o tempo?
Será que terei tempo suficiente pra ser do mundo?
Eu preocupada com o tempo suficiente pra realizar sonhos
e há tantas pessoas no mundo que nem sonham.
Não sonham não por não saber sonhar, mas por não ter necessidade de tal.
A vida em si ja basta, o tempo é grande demais para elas..
Quereria eu ter coragem de me jogar na vida como uma pluma ao vento
e me esquecer de todas as peripécias de acalento.
Quereria eu ser Lispector para me entender.
Quereria eu te conhecer..
domingo, 23 de março de 2008
Façanha
Teria alguém no mundo capaz de entender?
Entender e resolver tal façanha que atormenta meu viver?
Quando tem, não sabe ir além
Quando sabe o além, não tem
Esquece, adormece
Por força do destino reaparece
Entristece, depresse
ciclo doloroso infinito...
Entender e resolver tal façanha que atormenta meu viver?
Quando tem, não sabe ir além
Quando sabe o além, não tem
Esquece, adormece
Por força do destino reaparece
Entristece, depresse
ciclo doloroso infinito...
sábado, 22 de março de 2008
Perdôo
Me perdôo por fazer as milhares de perguntas que não sei as resposta
Não sei porque talvez não existam, mas me perdôo...
Perdôo por chorar inutilmentente por ai, por parar e cansar com esse ir e vir
Perdôo por saber o que não ser, por não saber o que ser.
Mas não perdôo o não entender desse meu viver.
Não sei porque talvez não existam, mas me perdôo...
Perdôo por chorar inutilmentente por ai, por parar e cansar com esse ir e vir
Perdôo por saber o que não ser, por não saber o que ser.
Mas não perdôo o não entender desse meu viver.
sábado, 1 de março de 2008
Minha e não Tua
Tua beleza não existe.
Existe do meu olhar uma beleza
E sua certeza de que ela te pertence
Pertence ao meu olhar a sua beleza
Que existe na minha certeza
De que vejo essa beleza sem clareza.
Existe do meu olhar uma beleza
E sua certeza de que ela te pertence
Pertence ao meu olhar a sua beleza
Que existe na minha certeza
De que vejo essa beleza sem clareza.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Tempo Perdido
É incrivel como a depressão ressurge do vazio
ela vem e acaba com tudo aquilo que era certo
e de repente, o nada, incertezas do tudo, vazio.
Um dia claro ja se transforma em cinza
como se tudo fosse programado, alinhado
nada bem, ninguém, um dia perdido, cinzas..
Dor, em tudo e ao mesmo tempo em nada
descobertas daquilo que não é ou do que deveria ser
arrependimentos, frustrações, mas por dentro, nada.
Lembranças passadas, vínculos perdidos
a felicidade não tem hora nem lugar, não vem.
mas se fosse em outro tempo..não haveria tempo perdido..
ela vem e acaba com tudo aquilo que era certo
e de repente, o nada, incertezas do tudo, vazio.
Um dia claro ja se transforma em cinza
como se tudo fosse programado, alinhado
nada bem, ninguém, um dia perdido, cinzas..
Dor, em tudo e ao mesmo tempo em nada
descobertas daquilo que não é ou do que deveria ser
arrependimentos, frustrações, mas por dentro, nada.
Lembranças passadas, vínculos perdidos
a felicidade não tem hora nem lugar, não vem.
mas se fosse em outro tempo..não haveria tempo perdido..
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Previsões
O problema é se apaixonar rápido demais
Se é que isso seja problema, mas vale acreditar.
As varias tentativas de previsão de um amor que não tem
Não vem e resta tempo para se enganar nas imaginações...
Não, não era amor, não tinha paixão.
E o que sobra é a crise com o sexo oposto,
Oposto a um sentimento gasto em vão.
No final de tudo, uma mulher
Transformada pela desilusão
Mal amada, sem paixão...
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