Deixo minhas poesias
para as palavras perdidas
desta vida vazia
Não as monto, nem decifro
os que tem o dom
que utilizem como artificio
Eu apenas sinto, pressinto
e guardo-as bem fechadas
naquele infinito labirinto
domingo, 18 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
...
De inicio ela se contentava com aquele sentimento sem sentido. Bastava olhar a primeira página e lá estava o rosto dele, atormentando-a. No entanto, ela se sentia viva com aquilo e com aquela música deprimente que susurrava ao fundo. Mas depois do dia em que uma amiga lhe jogou sem paradas e ajustamentos, 'Chega dos seus platonismos', ela sentou-se na cama, não mais ouvindo internamente a música, parou de se sentir. Relembrava, com ajuda, dos que passaram de forma vil e que poderiam ter ficado. E não ficaram pelo motivo já esposto na frase jogada. Era tantos delírios que ela se perdia em um universo diferente e deixavam escapar os que ainda vieram. O 'fantástico mundo', já dito por outra pessoa bem próxima. A dor dos prefácios era pronfunda e incurável. Era como o grito antes ouvido na música, antes sentido no peito. Que agora nada mais estava além de vazio. Dilemas, blasfêmias, que ela mesmo sabia que não iriam acabar porque sabia da impossível mudança, não há como mudar o interno e os poucos neurônios em função. É de fábrica e por não dizer impossível, ajustáveis em um rótulo externo.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pelo bater de um coração
Sempre é aquela mesma luta. O olhar se apaixona, o coração se inclina às ilusões
E tudo se acaba. Começam as cenas de um filme idealizado.
Pensamentos constantes, imaginações altamente criativas.
Mas não saem dalí. Daquela caixa pensante
São meras imagens inventadas de um fluxo de vida que não ocorrerá.
Pelo belo prazer de sentir, se sentir no mundo da paixão.
Pelo frio da espectativa na barriga. Pelo bater de um coração.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Querer mais.
Eu quero viver mais e preocupar menos.Sair por ai como se as horas não tivessem
seguimento contínuo e uma agenda obrigatória.Eu quero ser mais.
Ser tudo o que quiser ser sem analisar o fato de ambos os seres
se comunicarem ou não.Eu quero ser de todas as tribos.Eu quero ser eu.
Quero viver no samba, beber o samba, comer o samba, gritar o samba...
Está nascendo um novo lider do meu próprio ritmo.
Quero me arriscar mais.Me apaixonar mais.Sem medo, sem pudor, sem pensar.
Me amarrar.Imaginar um futuro a dois.Viver minutos, segundos...intensos.
Eu quero meu jaleco branco.E terei!
seguimento contínuo e uma agenda obrigatória.Eu quero ser mais.
Ser tudo o que quiser ser sem analisar o fato de ambos os seres
se comunicarem ou não.Eu quero ser de todas as tribos.Eu quero ser eu.
Quero viver no samba, beber o samba, comer o samba, gritar o samba...
Está nascendo um novo lider do meu próprio ritmo.
Quero me arriscar mais.Me apaixonar mais.Sem medo, sem pudor, sem pensar.
Me amarrar.Imaginar um futuro a dois.Viver minutos, segundos...intensos.
Eu quero meu jaleco branco.E terei!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Sem lenço, sem documento e sem confiança.

O ano se começa com a quase inexistente confiança no ser humano,
o que antes não era bastante agora não existe por puro azar ou falta
de construção da sorte.
Aquele que levou os bens materias de nada me comove, indiferença sob a
pior raça que o ser tem, e são tantas...
O que fica é a análise de uma vida que não ia, não sentia o sentido essencial.
Sem lenço e sem documento, nada mais vale do que construir algo nada
visto, como se o nascer fosse ontem mas com a experiencia de um passado não vivido.
Seria mais fácil conhecer os mistérios da morte do que aprender a viver.
Mas o começo virá com metas, essa é a certeza.
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