segunda-feira, 27 de junho de 2011

Visita ao médico

Certo dia fui levar minha mãe ao médico. Especificando melhor ele era um cirurgião plastico já que o que estava em questão era a diminuição dos seios que minha mãe tão sonhava desde menina. Infelizmente coisas estéticas são levadas apenas como futilidades, sem levar em conta o psicológico do paciente, a interferência que causa em sua vida a não realização de uma mudança que tanto deseja. E por serem assim levadas as cirurgias estética são caras e nenhum plano de saúde as cobrem.E foi por isso a demora da realização do sonho de minha mãe.
Era a segunda visita dela ao médico, mas era a primeira que eu a acompanhava. Na visita anterior eles já haviam decidido o preço que era menor que as demais por algumas questões que não vem ao caso. No entanto, nesta visita que eu estava ele havia esquecido o desconto e falou em palavras marcadas "eu nunca faço esse preço ". Não me senti bem com a recepção e nem com a postura do médico. Para mim ele tomou a medicina como um mercado em que se lança preços, e não pelo trabalho, que ele nem se quer especificou, mas pelo tipo de pessoa que 'atende', talvez fosse uma mulher com aparência de rica ele lançasse outro valor ainda maior. Me parecia ele ser mais um daqueles alunos que fazem medicina pelo 'status' e pelo poder aquisitivo.
Não estou desmerecendo o valor que um médico deve ganhar. Sei dos riscos e das dificuldades que a profissão trás e que deveria ser mais valorizada pelos planos de saúde e estado. Se o médico da visita tivesse melhor explicado o preço especificando o trabalho, os materiais que usaria, o pagamento do hospital e de seus ajudantes, como enfermeiros e anestesistas, tivesse eu entendido e não o julgasse.
Medicina não é uma profissão pra se ganhar dinheiro, nem aparências. É preciso respeito, amor ao que se faz, vontade de ajudar ao próximo com o que se sabe sem querer em troca algo de um paciente, até porque ele está ali para receber ajuda e não para dar alguma coisa. O salário é apenas uma consequência, que sim deve ser justo, mas não é de responsabilidade de um paciente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pare

O que mais tenho pedido é que ele pare.
-Pare de bater, pare de me bater.
Mas ele não tem entendido.
Fica todo deprimido sem ter porquê.
Sem ajuda do outro para esquecer.

O que mais tenho pedido é que ele pare.
-Pare de pensar, de sonhar.
Mas ele não tem escutado.
Faz tudo errado, sem razão.
Coisas que não são sua função.

O que mais tenho pedido é que ele pare.
Pare Coração!

(05/02/2011)