terça-feira, 25 de dezembro de 2007

25 de dezembro.

Engraçado que em um dia como esse a historia era outra..
Não que ainda não seja, mas reação ja não existe.
Um dia chuvoso com uma xícara de café,
nada mais, nada além..
sem imaginação..
E me pergunto onde estará a salvação?
Não vem resposta..
O resto da borra la no fundo branco,
que não diz o que devia dizer,
que não sente em que queria crêr.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Jogo no escuro

Quantos problemas tenho eu
Quantos eu's têm problemas..

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Esperas..

É fácil quando tudo parece ser inusitado.
E difícil quando tudo não passa do óbvio.
Um caminho e um personagem a ser exibido.
Uma alternativa e o futuro decidido.

Nada exato, tudo subjetivo
Possibilidades, esperanças..
Mas nada como quando criança.

Tensões, choros agudos e gritos secos
Que não passam da porta de um banheiro.
Esperas de um sinal passageiro.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Quarto canto

As paredes cor de rosa ainda permanecem.
A cama é a mesma daquele tempo.
Hoje, um pouco menor; os pés já não cabem mais.
As aparencias continuam, mas os sentimentos já não são iguais..
A janela que diariamente se escancarava,
Hoje se entreabre em uma pequena face
para clarear o pouco que se enxergava.
E o que não se vê fica ao canto triplo
Daquele quarto em sombras.
Somente um
Um quarto canto iluminado
O que te relenta
Contenta em ainda poder escrever
O que conhece, o que carece, o que ainda permanece.
A mala estirada ao chão, roupas espalhadas
Livros entreabertos em páginas desconhecidas
E o pensamento esvaindo ao ar..
Do tempo que passou, do que não veio, do tempo que restou.
E naquela mesma hora de antigamente
As janelas começam a se fechar
Já é tarde..
Os pernilongos teimam em entrar.
O pouco de luz que restava se afaga.
Já é tarde..
Tarde pra pensar, tarde pra sonhar..

domingo, 11 de novembro de 2007

Ciclo de vida.

Ficar sozinha demais da abertura ao pensamento.
Pensar demais se alonga ao sonhar, ao planejar.
E o sonhar demais cai em consequente depressão.
Porque descobre que se vive na realidade e não no sonho.
E pra não ficar em depressão se volta ao pensar demais
que se alonga ao sonhar...


Tem quem diz que é doentil. Eu digo que é um ciclo vicioso.
Tem quem acha ser natural. Eu acho anormal por viver só por isso.
Tem quem pergunte pelo problema. Eu respondo ser o sonho a longo prazo. Por ser a longo prazo a consequente depressão do presente.
E tem aqueles que não entendem.E eu aconselho a não entender.

sábado, 10 de novembro de 2007




Tenho apenas duas mãos


e todo o sentimento do mundo.


sábado, 3 de novembro de 2007

Querer

Eu queria que todo dia o dia fosse laranja como o outono.
Eu queria que todo dia o dia fosse como qualquer outro dia
e não esse dia monótono e sem alegria
Eu queria, mas querer dói.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:

- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles

domingo, 28 de outubro de 2007

Proposital.

Parece não, tudo acontece propositalmente
Acontece e aparece pra perturbar a mente
Você esquece, mas logo tratam de relembrar
Você não vê, mas aparece sem pensar.
E tudo volta ao princípio
é como um ciclo doloroso
que te apega, te come e te cospe
até se recuperar e ser pega novamente
Você nasceu pra sofrer, nasceu pra morrer.

sábado, 27 de outubro de 2007



Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu
retrato
E abro meus braços pra você

Chico Buarque/Nara Leão

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Amor infantil

aah o amor..um desses infantis que acaba com o coração.
Uma dor de fim de mundo por um amor que nunca se viu.
É assim que vive aquela menina mulher de 18 anos que ainda
se formata como uma criança de 10.
Cria dentro de se mesma o principe que não existe.
Só a mascara, o físico, mas nada daquilo que configurava.
Ele, um menino qualquer que figurava seus olhos todos os dias.
Não sabia de sua existencia e se sabia, não à via.
Eram assim todos os seus amores, quando se cansava
de sofrer por um, inventava o outro e sucessivamente.
Sentimento infantil, não era um amor além da dor.

domingo, 21 de outubro de 2007

vem além.


A cabeça doi e a inspiração não vem.
Nada vem além ninguém não vem amor.
e não há remédio que cure a dor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Receita da perda e do ganho.

Pegue uma corda, um som e o 1° cd do Los Hermanos.
Esteja em uma casa que tenha um grande corredor
e este ligado a sala. Junto ao corredor, quartos com
grandes janelas as quais vc verá do proprio corredor.

Ligue, aumente o volume, esqueça os visinhos, se sinta.
Pule corda, cante, respire fundo, tudo simultaneamente.
Não se privatize das meras estranhezas, dance.
Dance como nunca dançou antes, pule.

Corra de um extremo ao outro do corredor.
Corra corra, respire inspire, beba água, se hidrate.
Dance. Movimentos aleatorios, contemporaneos.
Não pense, sinta, ja é o bastante.

Pare no meio do corredor e observe.
Entre os dois quartos, há as janelas.
São dois ângulos diferentes, visões diferentes.
Pense no mundo diferente que você está agora.

Se exprima, misture-se à poesia e às estruturas.
Se imprima, cante, balance, sinta o ritmo.
Descançada, pule, pule cruzado, pule dançando.
Respire inspire, beba muita água.Relaxe.

E no final, suor escorrendo, alma embriagada de paz
as musicas acabam e você perdeu...
Perdeu kilos e ganhou...
Ganhou o ser, o estar...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vive-se num sopro de vida.

O que eu vejo?
Um sonho trasformado em filme na minha mente ou a vida acontecendo sem mim?Tudo se desenrola como um tubinho de linha, como se a vida fosse assim, simples.No entando a minha, o meu, nada simples..Não existe o desenrolar, só o enrrolar do pouco que ainda tem, do pouco que ainda consigo inventar.
O ritmo, a força que se mistura com a tentativa de vida.A música te leva, te encarrega de viver, tendo choro ou escorrendo alegria, te empurra.E você sem [querer ter] opção se vai.
Vejo a fantasia se entregando a você que por algum motivo tem dificuldade de viver.Vejo a imaginação tomando conta do ser, porque ai sim a fantasia se condiz com a realidade.Por que a imaginação não passa da possibilidade de vida do futuro.Esse sopro de vida que já é o bastante.

sábado, 13 de outubro de 2007

'Sobrou o velho vício de sonhar..
Pular de precipicio em precipicio,
Ossos do ofício.
Pagar pra ver o invisivel e depois
Enchergar que é uma pena..'

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Coisa de filme.

Parecia até coisa de filme.Não daqueles hollywoodianos, mas dos mais alternativos possiveis.Saímos de casa com a intenção de andar um pouco e aproveitar para ir ao banco em pleno inicio da noite.Tirar uma grana para sair ja que era vespera de feriado.
Ao me aproximar do banco visualizo dois homens estranhos do outro lado da rua.Como todo bom cidadão tive medo, não pelo dinheiro, que minha poupança anda quase no zero, mas pelo medo natural de sempre, machista ou não, sou mulher e mais frágil a qualquer situação do tipo.
E quando menos espero estavam dois garotos em cima de mim me perguntando referencias.Assustei, mas educadamente perguntei em que podia ajudar.Me perguntavam sobre um hotel, e o nome não me era estranho.Analisei em minha memoria e lá estava o tal hotel..coincidentemente perto de casa.
Tentei explicar o caminho, mas sou péssima de ruas e referencias.No entando lhes mostrei o rumo certo.Então entrei no banco e comecei a sacar o dinheiro.Após uns segundos o garoto entrou no banco e foi a um caixa também.Começamos a conversar sobre o tal hotel que eu não sabia ensinar o caminho, até que inusitadamente saiu da minha boca palavras oferecendo leva-los até lá, ja que iria pelo mesmo rumo.
Aventura, isso que eu chamo da minha reação.Mc ficou assustada, logo eu, conversando com estranhos, mas nem eu sabia o que havia acontecido comigo mesma.Talvez uma inovação, um basta a mesmice de cada dia, um cansar das mesmas pessoas do meu mundinho pequeno.Ou talvez por ter visto o mapinha de Goiania na mão do garoto e ter me lembrado a minha viagem a Europa, onde me perdia facilmente, mas muitas vezes por querer. Era simplesmente Paris..
Ele com um sorriso muito grande de quem estava mais tranquilo aceitou a ajuda.Fomos ao posto da praça, pois o outro garoto também precisava ir ao banco.Nos apresentamos e logo percebi o sutaque.Um era do Rio de Janeiro e o outro facilmente percebido era do Sul.Espantada com aquela situação perguntei o que os traziam a Goiania, logo aqui, no meio do Brasil, mas não desmerecendo a cidade.Eram muchileiros, e realmente dava pra notar com as mochilas nas costas e um tênis de quem iria andar muito.
Caminhamos ao rumo do hotel e a conversa estava em alta.E a cada palavra um pensamento sobre aquele momento inusitado do dia.E em meio a conversa surgiu a pergunta do que haveria pra fazer na noite, falei de barzinhos, em especial um que teria o aniversario de uma amiga.Logo se interessaram e ao chegar no hotel na hora de despedir pediram o meu celular pra quem sabe irem tambem, dei e agora fico a pensar se isso foi algo normal de se fazer..
Cenas de cinema, de um romance inesperado que surgiria a qualuer momento.Será? Como no filme ninguem sabe antes do final e nem eu a autora disso tudo sei se eles serão vistos novamente ou serão apenas personagens desta narração...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Amores..



Platônicos, inacabaveis,
e totalmente perdedores.
Ja perdi tudo e todos.
até 'o' que eu não quiz.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

'Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá
E to levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui
Por não te amar..'

domingo, 7 de outubro de 2007

Corre ou não corre?
Corre ou não corre?
Corre ou não corre?
Mente martelada.
Alma desconfigurada.
Tempo tempo tempo
deixa eu fazer um pedido?

sábado, 6 de outubro de 2007

Ah Literatura..

Remorso (Olavo Bilac)
Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

domingo, 30 de setembro de 2007

Uma aprendizagem, ler e se incorporar a ele.

Já não era mais necessario o marcador de livro.
As páginas chagaram-se ao fim e um fim sem fronteiras.
O livro ainda plainava dentro da alma.
O se entregar foi tão súbto e intenso
que os questionamentos eram infinitos.
O ser, existir...agora se sabe o que não tem resposta.
Só permanece ali no fluxo de conciencia, inteligivel.
E as comparações são feitas simplesmente no ler, reconhecer.
Boas e singelas.
Mas afeta o ser e estar.
O querer refazer o livro, se achar como o personagem,
trasncende tudo.
No entanto, nada é seguro nem palpavel sem o conhecer..
E o labirinto ainda continua embriagado..

sábado, 22 de setembro de 2007

A questão é que ainda não inventaram a maquina do tempo.
E você que não aprendeu a viver e fazer as escolhas certas
ja não tem mais saida, não tem escolha.
Cheia de arrependimentos..e que por milagre não mata.
Você perde o amor, perde a esperança, perde o orgulho.
E a vida so se faz por se mesma.Sem razão, sem questão.

"e o acaso é amigo do seu coração..'

quarta-feira, 19 de setembro de 2007


Faz parte de mim.

domingo, 16 de setembro de 2007

efêmero


Começou com uma possibilidade


e tudo foi se tornando tão real


que se tivesse combinado, nada seria.


Foi tão rapido que o inicio se misturou com o fim.


A fantasia com a realidade que logo voltou a fantasia.


Marcas que ficaram que as lembranças não reconhecem o que realmente foi.


E como foi.Deslumbramento eterno e efêmero.


Existia o caderno de paginas brancas...que continuaram intactas..


tempo? só se fosse nas poucas horas que ainda restavam pra fechar


os olhos para reabri-los horas depois.Não valia a pena.


Continuo branco e continurá.As lembranças não são as mesmas.








quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Não me deixe só
tenho medo do escuro
medo do inseguro
e dos fantasmas da minha voz..

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

..é incrivel como a impolgação sobe tão rapido a garganta
e vc fica afobado pra gritar...gritar e contar, contar e gritar..
mas ai vc começa, age e ela acaba com uma pressa imensa
que deixa vc mais baixo que estava antes, vc fica com extremo da tristeza.
A empolgação foi só o ponto da felicidade que sempre passa rapido.
Sobe a desconfiança e a certeza de fracasso..que tudo sempre da errado.

domingo, 9 de setembro de 2007

Imaginação



Trago no peito as lembranças de um passado.
Mas é no presente que me vejo sofrendo
pelos retratos em branco e preto do meu coração.
Por ele que não passa do platonismo da minha alma.
Imaginado e existente, um sentimento descontente
que me faz sambar na vida de modo a descer e subir.
E hj ainda faço as lembranças de um futuro que não existe.

Penso..penso e lá está a certeza de que não existe nada.
E mesmo se existisse será que seria? não...puro fruto da imaginação.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Peripécias Desimportantes

_vc parece aquelas rockeiras que são legais, mas acabam ficando chatas.
_Nada, sou uma garotinha totalmente normal.
_Ah garotas normais também são legais, mais ainda parece rockeira.
_nãão, não gosto dessas rockeiras comuns e nem mesmo desse titulo,
prefiro ser a garotinha que curte uns rock.
_eh, rockeiras comuns são frescas, patys e bem no fundo não gostam de rock.
_concordo.
_Essas pessoas não são legais, elas se acham diferentes demais, por isso eu prefiro ter
amigos comuns assim como vc.
_eh, amigos comuns é o maximo.Na verdade pessoas comuns são legais. Elas são comuns
e não importam com o incomum.
_sim, é bom ter amigos comuns e papos comuns como esses.
_na verdade eu acho que em vez de sermos os comuns somos os diferentes, mas os comuns
roubaram nosso posto.
_bem pensado.
_e pensando melhor ainda acho que estamos em vantagem.Afinal, hoje em dia os diferentes
são bem discriminados e nós que deveriamos ser não somos, então eles se 'ferram' por nós.
Não é uma contradição, eles que queriam ser os melhores...rsrs
_ hauihuiahuia concerteza..
_acho que o papo passou do comum, é melhor voltarmos pro comum...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Além da janela

Ela e sua janela, imagina ela
o que se deve se passar la fora
talvez saia a varanda
e veja o que relatam sobre ela.
Ela e seu sonho, além daquela janela
sonhos talvez possiveis,
mas pouco longe de serem realizados
porém, ela ainda sonha com a janela.
Não com a janela, mas com a abertura dela
ela não se satisfaz com aquela pequena abertura,
a esperança é de ir alem do horizonto já visto por ela.
Eles falam, relatam e retratam
cai-se a gota e ela com força repassa
canta e abre o riso de ponta, nada mais de gota.
O samba é o ritmo de tudo o que a leva
aos poucos ela ainda vai e vai, passos a passos
em busca do escancarar da janela.

domingo, 2 de setembro de 2007

Amanhã, ninguém sabe.

Esse pode ser o inicio ou simplesmente a continuação daquilo que nunca é dito.
E porque não começar com uma música dele que fala tudo o que um dia eu quiz ou que ainda vou dizer.Afinal, do amanha, ninguém sabe.

Amanha, ninguem sabe - Chico Buarque de Holanda

Hoje, eu quero
Fazer o meu carnaval
Se o tempo passou, espero
Que ninguém me leve a mal
Mas se o samba quer que eu prossiga
Eu não contrario não
Com o samba eu não compro briga
Do samba eu não abro mão

Amanhã, ninguém sabe
Traga-me um violão
Antes que o amor acabe
Traga-me um violão
Traga-me um violão
Antes quer o amor acabe

Hoje, nada
Me cala este violão
Eu faço uam batucada
Eu faço uma evolução
Quero ver a tristeza de parte
Quero ver o samba ferver
No corpo da porta-estandarte
Que o meu violão vai trazer