quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Coisa de filme.

Parecia até coisa de filme.Não daqueles hollywoodianos, mas dos mais alternativos possiveis.Saímos de casa com a intenção de andar um pouco e aproveitar para ir ao banco em pleno inicio da noite.Tirar uma grana para sair ja que era vespera de feriado.
Ao me aproximar do banco visualizo dois homens estranhos do outro lado da rua.Como todo bom cidadão tive medo, não pelo dinheiro, que minha poupança anda quase no zero, mas pelo medo natural de sempre, machista ou não, sou mulher e mais frágil a qualquer situação do tipo.
E quando menos espero estavam dois garotos em cima de mim me perguntando referencias.Assustei, mas educadamente perguntei em que podia ajudar.Me perguntavam sobre um hotel, e o nome não me era estranho.Analisei em minha memoria e lá estava o tal hotel..coincidentemente perto de casa.
Tentei explicar o caminho, mas sou péssima de ruas e referencias.No entando lhes mostrei o rumo certo.Então entrei no banco e comecei a sacar o dinheiro.Após uns segundos o garoto entrou no banco e foi a um caixa também.Começamos a conversar sobre o tal hotel que eu não sabia ensinar o caminho, até que inusitadamente saiu da minha boca palavras oferecendo leva-los até lá, ja que iria pelo mesmo rumo.
Aventura, isso que eu chamo da minha reação.Mc ficou assustada, logo eu, conversando com estranhos, mas nem eu sabia o que havia acontecido comigo mesma.Talvez uma inovação, um basta a mesmice de cada dia, um cansar das mesmas pessoas do meu mundinho pequeno.Ou talvez por ter visto o mapinha de Goiania na mão do garoto e ter me lembrado a minha viagem a Europa, onde me perdia facilmente, mas muitas vezes por querer. Era simplesmente Paris..
Ele com um sorriso muito grande de quem estava mais tranquilo aceitou a ajuda.Fomos ao posto da praça, pois o outro garoto também precisava ir ao banco.Nos apresentamos e logo percebi o sutaque.Um era do Rio de Janeiro e o outro facilmente percebido era do Sul.Espantada com aquela situação perguntei o que os traziam a Goiania, logo aqui, no meio do Brasil, mas não desmerecendo a cidade.Eram muchileiros, e realmente dava pra notar com as mochilas nas costas e um tênis de quem iria andar muito.
Caminhamos ao rumo do hotel e a conversa estava em alta.E a cada palavra um pensamento sobre aquele momento inusitado do dia.E em meio a conversa surgiu a pergunta do que haveria pra fazer na noite, falei de barzinhos, em especial um que teria o aniversario de uma amiga.Logo se interessaram e ao chegar no hotel na hora de despedir pediram o meu celular pra quem sabe irem tambem, dei e agora fico a pensar se isso foi algo normal de se fazer..
Cenas de cinema, de um romance inesperado que surgiria a qualuer momento.Será? Como no filme ninguem sabe antes do final e nem eu a autora disso tudo sei se eles serão vistos novamente ou serão apenas personagens desta narração...

Um comentário:

Hahaha disse...

Sabe, Goiana...

Lendo seu texto, consegui apreciar bastante a visão que a sua janela me proporciona...

E sobre os personagens ou não...

Quem saberá?

São essas dúvidas que sustentam nossa vida [por mais clichê que isso possa parecer]