sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

...

De inicio ela se contentava com aquele sentimento sem sentido. Bastava olhar a primeira página e lá estava o rosto dele, atormentando-a. No entanto, ela se sentia viva com aquilo e com aquela música deprimente que susurrava ao fundo. Mas depois do dia em que uma amiga lhe jogou sem paradas e ajustamentos, 'Chega dos seus platonismos', ela sentou-se na cama, não mais ouvindo internamente a música, parou de se sentir. Relembrava, com ajuda, dos que passaram de forma vil e que poderiam ter ficado. E não ficaram pelo motivo já esposto na frase jogada. Era tantos delírios que ela se perdia em um universo diferente e deixavam escapar os que ainda vieram. O 'fantástico mundo', já dito por outra pessoa bem próxima. A dor dos prefácios era pronfunda e incurável. Era como o grito antes ouvido na música, antes sentido no peito. Que agora nada mais estava além de vazio. Dilemas, blasfêmias, que ela mesmo sabia que não iriam acabar porque sabia da impossível mudança, não há como mudar o interno e os poucos neurônios em função. É de fábrica e por não dizer impossível, ajustáveis em um rótulo externo.

Um comentário:

Saori disse...

botei fé nesse post