quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Pulsar

As luvas já postas, o ambiente lotado e cheio de sons, inicio manuzeando aquele orgão que nos mantem vivos, muito vivos. Vivos de corpo, de alma.Coração.Dava explicações anatomicas daquele coração parado para varios outros corações que pulsavam fortemente, mas que não sentiam o verdadeiro significado daquilo que observava, que manuzeava.Não se tratava apenas de um orgão que ja foi de alguém...ele não simplesmente foi, ele ainda é alguém.Era como se eu sentisse toda uma possivel história vivida por ele.Ele já pulsou algum dia.Já deve ter pulsado de ansiendade, pulsado de alegria, de pressa, de tanta coisa.Ele já deve ter minimizado suas pulsações, na leveza da tristeza, na leveza da tranquilidade.Mas ele pode também ter se desritimado.Forte.Fraco.Rápido.Desfibrilado pelo amor.Não, não era apenas um coração.Eu não poderia trata-lo apenas como um orgão cheio de músculos e fribras nervosas que mais pareciam uma carne qualquer.Afastei-me. Agora já era meu o coração que pulsava desritimado.

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