segunda-feira, 30 de junho de 2008

Nada

Nada,

É como se o mundo conspirasse
e nada que venha de mim tenha lugar.

A prisão sou eu mesma
e nada vai além das loucuras da minha alma.

Tudo contorcido
e nada na minha visão se torna são, estou dependente.

Não há existencia
e nada quando eu passo se torna vivo, poder da invisibilidade.

Inútil precisão, inútil esclarecimento, inúteis derramamentos
e nada que eu pense me transforma [reforma]

Nada.

3 comentários:

Hahaha disse...

O nada....

O nada de teu poema é um caos completo, né?

Ainda bem que há uns tempos, uns tais gregos nos disseram que a ordem nasce do caos....

Gostei bastante...
Me sinto assim as vezes....

Gabriel F. disse...

Primeira visita aqui...

Diz a teoria do caos que,a mudança é a unica coisa constante no universo...e que o universo apesar de infinito é frágil o suficiente para desmoronar ao ruflar de asas de uma borboleta...O que podemos nós,mortais,contra essa lei?
somos frutos dele,do caos...E dele fazemos parte...O caos,a Loucura...
Já dizia Fernando Pessoa:
"sem a loucura,o que é o homem?Além de uma besta vazia?Cadaver adiado que procria?"
Belíssimos versos os teus...

Paz

leleo disse...

Faço das palavras do Argolo as minhas.