A conclusão que se chega agora é que não adianta fugir.
Conclusão tardia, escancarada muitas vezes
na cara dura, na face molhada de suor, de tensão.
Seja no seu lugar, ou lá, a alguns quilometros
os pensamentos mais fugitivos estarão consigo
sempre, até que os próprios decidam fugir sozinhos.
Não há controle.
Resta permitir-se pensar,
até cansar.
Sofrer, chorar, lavar a alma.
Até um dia qualquer em que se lembrará
que já é velha a lembrança
que já foi sacramentada numa memória profunda
e o presente, só
lhe importará.
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