Que imaginação idiota é essa que o ser humano insisti em ter? Essa parte medonha que ta grudada na carne, no cerne de toda questão, essa parte podre do ser. É num simples gesto, num simples olhar, num simples acontecimento, longe ou perto e tudo se desenrola. O cérebro começa a maquinar e tudo se acaba. O ser fica cego consigo mesmo e suas imaginações podres. E se não há o controle ela vai longe, até acabar com as coisas bonitas que ainda resta no ser e na vida. É de se enojar de si próprio. De temer de si mesmo. Querer se desligar por algumas horas pra ver se esse desenrolar todo se vai embora. Dói. E como dói por não querer sentir. Sufoca. Mas se for de longe tem-se a vantagem de não destruir qualquer construção. E o que se espera é que seja efêmero, e que seja rápido, fugaz!
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